1.
Se nossas vidas são livros e a vida das outras pessoas também são livros, podemos imaginar que temos uma biblioteca onde existem cópias dos livros das pessoas que fazem parte das nossas vidas. E se algum desse livro sumir, em seu lugar restará um vazio. Em nossa vasta estante talvez apenas uns poucos sejam os livros mais valiosos e raros... Na ausência de um desses, um abismo de proporções ainda inimagináveis será feito em nossas vidas. Mesmo sabendo o quanto somos fortes e que podemos passar por cima de qualquer situação. Mas não é assim tão simples porque não estamos falando propriamente de livros e sim pessoas que amamos de maneira incondicional. Livros insubstituíveis... E só em pensar, fico triste quando vejo que posso ou vou perder alguém que eu amo.
2.
Existem momentos em nossas vidas em que estamos rodeados de pessoas – que no fundo amamos – o tempo corre e percebemos que muitas delas se foram, seguiram seus rumos, desapareceram de nossas vidas, de nossas rotinas... E só então nos damos conta de que aqueles momentos eram especiais e únicos. Portanto, cada momento em que estivermos com uma pessoa hoje, deve ser considerado especial e único, porque um dia iremos lembrar exatamente assim.
3.
Aceite a vida como ela deve ser. Tente mudar um pouco a sua maneira de viver, crie um novo modo de ver as peculiaridades do mundo e, ao final, cante, dance e sorria. Viva a vida intensamente em todos os seus momentos e seja sempre feliz.
4.
Quando somos crianças não entendemos direito como o mundo funciona e começamos a criar o nosso próprio mundo. Depois, ao nos tornarmos adolescentes, não aceitamos o mundo e queremos mudá-lo. Em seguida, já adultos, aceitamos o mundo e procuramos aproveitar da melhor forma possível, mesmo acreditando que o mundo não é perfeito. E por fim, quando nos tornamos idosos, passamos a ver o mundo perfeito, tão perfeito que já não queremos mais deixá-lo...
5.
Escute a sinfonia da sua vida. A mais especial de todas as sinfonias, composta por grandes músicos: sua família, seus amigos, seus amores... E como toda sinfonia, o seu desenvolvimento é sempre inesperado, o compositor – você – tem o poder de escolher quais instrumentos devem continuar tocando, quais aqueles que você deve destacar em determinado momento ou simplesmente calar. Você escolhe se o movimento deve ser rápido, lento, dançante... Se a melodia é patética, heróica, vibrante... Você é o grande regente da sua vida.
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N.do.A.: in memoriam de minha amiga Daiene Aguiar. Conversávamos sobre livros...

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