Cedo ou tarde você acaba descobrindo que a esperança que depositam em você não passa de mera esperança. É uma espécie de droga alucinógena que, como efeito, te dar uma sensação de poder [acreditam em mim, logo, eu posso]. As expectativas são cobranças camufladas, espera-se [esperança] atingir o objetivo estabelecido seja por você mesmo ou por outros. Do contrário, um efeito colateral gravíssimo poderá causar muita ânsia, a frustração, que é quando você ou alguém espera [esperança] e não consegue atingir o proposto, algo obviamente claro, ou o pressuposto, quando se subentende a obviedade [é óbvio que, se estou fazendo um curso de culinária, a expectativa é que eu aprenda a cozinhar – está subentendido – do contrário, haverá sensação de frustração].
Quando você inicia alguma coisa, entrar numa escola de culinária por ex., a expectativa dos seus expectadores [a platéia eufórica] é que você [obviamente] aprenda a cozinhar. Seria quase impossível que você, neste curso, não conseguisse aprender ao menos fritar um ovo... Mas sim, é possível! ‘Fritar ovo’ pode não constar na grade curricular [pressuposto que todos sabem fritar ovos] ou simplesmente você pode ter faltado justamente no dia em que o professor ensinaria a arte de fritar o ovo. Contudo, é ‘inadmissível’, é ridículo saber que uma pessoa que ‘estudou nos melhores cursos de culinária do mundo’ não saiba fritar um ovo! Os expectadores começam a vaiar e você acaba caindo no ridículo. Imagine esse deslize ao vivo num programa de culinária na televisão...
Mas deixando o ovo de lado [exemplo meio absurdo], é possível que você simplesmente tenha entrado num curso de culinária não para aprender culinária, nem muito menos para trabalhar como cheff de um restaurante ou agradar o marido quando este chegar a casa após exaustivo dia de trabalho... Simplesmente você pode ter entrado apenas para conhecer novas pessoas, queimar o tempo livre ou quem sabe, vê se realmente se apaixona por culinária [você pode fazer um curso de culinária simplesmente para constatar que odeia culinária – ninguém é obrigado a gostar simplesmente porque fez um curso]. Há um exemplo de uma pessoa que achava que gostava de Biologia [ah flora, fauna, animaizinhos...], mas quando começou a estudar foi desgostando até que desistiu e foi se dedicar a outra área.
Talvez você tenha achado um absurdo o que escrevi sobre “simplesmente você pode ter entrado apenas para conhecer novas pessoas, queimar o tempo livre...”. Mas saiba que isso é muito comum atualmente. Há pessoas que começam um curso de artes por esse mesmo motivo [queimar tempo, conhecer pessoas]. Certa vez fiz um curso de fotografia, não que eu desejasse ardentemente aprender fotografia, eu estava com um tempo muito livre, apenas cursando poucas disciplinas na faculdade e nada mais a fazer na vida... O meu ‘motivador’ para fazer esse curso foi simplesmente o meu tempo livre, sem maiores expectativas. A experiência foi realmente muito significativa para mim, aprendi bastante e claro, conheci pessoas que hoje já não vejo mais. Mas quando eu [fotógrafo profissional] tiro uma foto ruim, tremida, fora de foco, seja lá que defeito ela tenha, imediatamente sou criticado! Porque a expectativa é que eu tenha cem por cento de acertos sempre. Dizem coisas do tipo “que espécie de fotógrafo é você?” ou “imagina se não fosse fotógrafo profissional...”.
A frustração causada por esses agentes externos certamente é incomodativa. É natural que as pessoas se decepcionem com você em muitos momentos da vida [ou sempre], o que não é saudável é você se decepcionar com você mesmo. Isso é o mesmo que autodestruição. Todos podem te criticar, te apedrejar, mas você não pode atirar em seu próprio pé. Erros acontecem a todo instante. Espera-se que você não erre. Uma expectativa desleal, uma cobrança quase irracional.
Você está numa maratona, é um atleta. Tudo o que você tem a fazer é determinar o seu objetivo. Há atletas que entram numa maratona para alcançar índices para, em próximas maratonas permanecer no setor de elite, onde ficam os atletas que objetivam ganhar a corrida ou chegar a posições favoráveis a patrocínios. Mas há os atletas que sabem, desde o início que não vão chegar ao setor de elite, que não vão ter a mínima chance de ganhar a corrida. Contudo, fazem de tudo para atingir seus objetivos, cruzar a linha de chegada nem que seja em último. Não se frustram, sentem-se vencedores. Em seus caminhos encontram diversos obstáculos, curvas fechadas, ruas estreitas, outras largas, quilômetros sob o sol, às vezes sob a chuva, sentem sede durante o caminho, dores no abdômen, nas pernas, enfim, obstáculos que devem superar sem esperar a ajuda de ninguém [há pessoas que ajudam distribuindo água durante o percurso].
O sucesso ou fracasso nessa maratona depende quase unicamente do atleta. No meio do caminho há os expectadores, aqueles que torcem ou ‘destorcem’ por você, se a expectativa dos expectadores é que você chegue a primeiro e você chega a último, poderá haver muita frustração. Mas para você essa frustração simplesmente não existe porque não fazia parte dos seus objetivos chegar às primeiras posições. Contudo, o pressuposto [vide exemplo da culinária] é que você deveria chegar sim nas primeiras posições, e os críticos [sua família, amigos etc.] numa tentativa leviana poderão tentar ridicularizá-lo.
Cabe a você manter uma postura inatingível. As expectativas são quase sempre desleais. Você não precisa corresponder a todas. Não acertamos sempre, erramos, fracassamos, há desvios em nossa trajetória, incidentes no caminho e tantos outros fatores, muitos imprevisíveis e outros que, mesmo aparentemente previsíveis, somos incapazes de prevê-lo. Não devemos nos contentar a viver de esperanças. Quem espera sempre alcança? Ou esperar, simplesmente cansa?
N.do.A.: Este capítulo está confuso. Resolverei esta ‘confusão’ no próximo capítulo [eu espero].
Quando você inicia alguma coisa, entrar numa escola de culinária por ex., a expectativa dos seus expectadores [a platéia eufórica] é que você [obviamente] aprenda a cozinhar. Seria quase impossível que você, neste curso, não conseguisse aprender ao menos fritar um ovo... Mas sim, é possível! ‘Fritar ovo’ pode não constar na grade curricular [pressuposto que todos sabem fritar ovos] ou simplesmente você pode ter faltado justamente no dia em que o professor ensinaria a arte de fritar o ovo. Contudo, é ‘inadmissível’, é ridículo saber que uma pessoa que ‘estudou nos melhores cursos de culinária do mundo’ não saiba fritar um ovo! Os expectadores começam a vaiar e você acaba caindo no ridículo. Imagine esse deslize ao vivo num programa de culinária na televisão...
Mas deixando o ovo de lado [exemplo meio absurdo], é possível que você simplesmente tenha entrado num curso de culinária não para aprender culinária, nem muito menos para trabalhar como cheff de um restaurante ou agradar o marido quando este chegar a casa após exaustivo dia de trabalho... Simplesmente você pode ter entrado apenas para conhecer novas pessoas, queimar o tempo livre ou quem sabe, vê se realmente se apaixona por culinária [você pode fazer um curso de culinária simplesmente para constatar que odeia culinária – ninguém é obrigado a gostar simplesmente porque fez um curso]. Há um exemplo de uma pessoa que achava que gostava de Biologia [ah flora, fauna, animaizinhos...], mas quando começou a estudar foi desgostando até que desistiu e foi se dedicar a outra área.
Talvez você tenha achado um absurdo o que escrevi sobre “simplesmente você pode ter entrado apenas para conhecer novas pessoas, queimar o tempo livre...”. Mas saiba que isso é muito comum atualmente. Há pessoas que começam um curso de artes por esse mesmo motivo [queimar tempo, conhecer pessoas]. Certa vez fiz um curso de fotografia, não que eu desejasse ardentemente aprender fotografia, eu estava com um tempo muito livre, apenas cursando poucas disciplinas na faculdade e nada mais a fazer na vida... O meu ‘motivador’ para fazer esse curso foi simplesmente o meu tempo livre, sem maiores expectativas. A experiência foi realmente muito significativa para mim, aprendi bastante e claro, conheci pessoas que hoje já não vejo mais. Mas quando eu [fotógrafo profissional] tiro uma foto ruim, tremida, fora de foco, seja lá que defeito ela tenha, imediatamente sou criticado! Porque a expectativa é que eu tenha cem por cento de acertos sempre. Dizem coisas do tipo “que espécie de fotógrafo é você?” ou “imagina se não fosse fotógrafo profissional...”.
A frustração causada por esses agentes externos certamente é incomodativa. É natural que as pessoas se decepcionem com você em muitos momentos da vida [ou sempre], o que não é saudável é você se decepcionar com você mesmo. Isso é o mesmo que autodestruição. Todos podem te criticar, te apedrejar, mas você não pode atirar em seu próprio pé. Erros acontecem a todo instante. Espera-se que você não erre. Uma expectativa desleal, uma cobrança quase irracional.
Você está numa maratona, é um atleta. Tudo o que você tem a fazer é determinar o seu objetivo. Há atletas que entram numa maratona para alcançar índices para, em próximas maratonas permanecer no setor de elite, onde ficam os atletas que objetivam ganhar a corrida ou chegar a posições favoráveis a patrocínios. Mas há os atletas que sabem, desde o início que não vão chegar ao setor de elite, que não vão ter a mínima chance de ganhar a corrida. Contudo, fazem de tudo para atingir seus objetivos, cruzar a linha de chegada nem que seja em último. Não se frustram, sentem-se vencedores. Em seus caminhos encontram diversos obstáculos, curvas fechadas, ruas estreitas, outras largas, quilômetros sob o sol, às vezes sob a chuva, sentem sede durante o caminho, dores no abdômen, nas pernas, enfim, obstáculos que devem superar sem esperar a ajuda de ninguém [há pessoas que ajudam distribuindo água durante o percurso].
O sucesso ou fracasso nessa maratona depende quase unicamente do atleta. No meio do caminho há os expectadores, aqueles que torcem ou ‘destorcem’ por você, se a expectativa dos expectadores é que você chegue a primeiro e você chega a último, poderá haver muita frustração. Mas para você essa frustração simplesmente não existe porque não fazia parte dos seus objetivos chegar às primeiras posições. Contudo, o pressuposto [vide exemplo da culinária] é que você deveria chegar sim nas primeiras posições, e os críticos [sua família, amigos etc.] numa tentativa leviana poderão tentar ridicularizá-lo.
Cabe a você manter uma postura inatingível. As expectativas são quase sempre desleais. Você não precisa corresponder a todas. Não acertamos sempre, erramos, fracassamos, há desvios em nossa trajetória, incidentes no caminho e tantos outros fatores, muitos imprevisíveis e outros que, mesmo aparentemente previsíveis, somos incapazes de prevê-lo. Não devemos nos contentar a viver de esperanças. Quem espera sempre alcança? Ou esperar, simplesmente cansa?
N.do.A.: Este capítulo está confuso. Resolverei esta ‘confusão’ no próximo capítulo [eu espero].

1 comentário(s):
Ahhh meu querido!
Como está o sol e esta terra maravilhosa?!
Não sei o que é pior, se a esperança que depositam em nós ou aquela que criamos sobre nós mesmos...Um algoz terrível!
É como dizem, a esperança é a ultima que morre...Mas morre!
Bjks e estás a me devendo algumas charges viu!
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